O Brasil no comando: veja as vantagens da conformidade no iGaming
O mercado de iGaming na América Latina vive um dos momentos mais decisivos de sua história. Após anos de debates, avanços graduais e diferentes modelos regulatórios, a região entra em uma nova fase: menos foco na abertura de mercado e mais atenção à execução, à fiscalização e à sustentabilidade do setor. Nesse contexto, o Brasil lidera esse movimento.
Em mercados considerados maduros, como Reino Unido, Espanha e Itália, o ciclo já é conhecido: primeiro vem a abertura, seguida pela consolidação das regras e, por fim, o endurecimento da fiscalização. A América Latina está acelerando esse processo.
Reguladores deixam de atuar apenas como emissores de licenças e passam a exigir controles operacionais mais robustos, com ênfase especial na proteção do jogador, na integridade financeira e na responsabilidade publicitária.
Essa transição é clara: não basta mais estar licenciado. É preciso demonstrar, de forma contínua, práticas sólidas de jogo responsável, políticas eficazes de prevenção à lavagem de dinheiro, governança sobre meios de pagamento e uma comunicação alinhada aos limites éticos e legais impostos pelo Estado.
O Brasil como referência regional em conformidade
Desde o lançamento oficial do mercado regulado em janeiro de 2025, o Brasil se consolidou como o principal polo de iGaming da América do Sul. Em pouco mais de um ano, o país alcançou 78 operadores licenciados e uma base estimada de 17,7 milhões de jogadores ativos, de acordo com os dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
O país implementou um cronograma contínuo de revisões e ajustes normativos, com reformas trimestrais voltadas especialmente para três pilares: controle de pagamentos, políticas de AML/KYC e regras de publicidade. Essa abordagem dinâmica sinaliza ao mercado que a regulação brasileira não é estática, mas evolutiva, buscando equilíbrio entre arrecadação, proteção social e viabilidade econômica do setor.
Um dos aspectos mais relevantes da atual fase regulatória brasileira é o fortalecimento da proteção ao jogador. Iniciativas como limites de apostas, mecanismos de autoexclusão, monitoramento de comportamento de risco e restrições de marketing refletem uma visão moderna do iGaming como atividade de entretenimento regulado; e não como um produto de consumo irrestrito.
O Projeto de Lei nº 3.754/2025, apresentado em agosto de 2025, reforça essa tendência ao propor medidas ainda mais rigorosas, como o aumento da idade mínima para 21 anos, limites mensais de apostas atrelados ao salário mínimo e janelas restritas para publicidade. Independentemente do desfecho legislativo, o sinal é claro: o Brasil caminha para um modelo em que a sustentabilidade do mercado depende diretamente da responsabilidade dos operadores.
O efeito Brasil na América do Sul
À primeira vista, regras mais rígidas podem ser interpretadas como barreiras. Na prática, ocorre o oposto. Operadores que internalizam a conformidade como parte do seu modelo de negócio colhem benefícios tangíveis: maior confiança do regulador, estabilidade operacional, acesso facilitado a meios de pagamento locais e maior aceitação por parte do público.
Em um cenário em que pagamentos e marketing passam a ser tão determinantes quanto o licenciamento, estar em conformidade reduz riscos de bloqueios financeiros, interrupções operacionais e sanções reputacionais. Além disso, cria bases sólidas para planejamento tributário e crescimento sustentável, mesmo diante de discussões sobre aumento de carga fiscal, como a possível elevação do imposto sobre GGR de 12% para 18%.
A liderança brasileira influencia diretamente seus vizinhos. Enquanto a Colômbia evidencia a volatilidade de ajustes fiscais por decreto e a Argentina enfrenta desafios de fragmentação regulatória, o Brasil oferece um modelo de referência.
Peru, Paraguai e Uruguai demonstram que a reforma regulatória se espalha pela região, mas também deixam claro que o sucesso depende de execução consistente e infraestrutura local bem estruturada.
Nesse cenário, a estratégia vencedora passa por localizar operações: constituir entidades no Brasil, operar com stacks de múltiplos PSPs integrados ao PIX, alinhar processos aos checkpoints da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e testar modelos financeiros considerando cenários mais conservadores de tributação.
Um futuro promissor para quem joga dentro das regras
O avanço da conformidade no iGaming não deve ser visto como um freio, este é um momento de um amadurecimento natural do mercado. O Brasil demonstra que é possível combinar escala, inovação e responsabilidade, criando um ambiente mais seguro para jogadores e mais previsível para operadores.
Ao ditar o ritmo das reformas na América Latina, o país se posiciona como líder não apenas em volume, mas em qualidade regulatória. Para os operadores que enxergam além do curto prazo, a mensagem é otimista: a conformidade é o caminho para a longevidade.
Em um mercado cada vez mais exigente, jogar dentro das regras é, definitivamente, a melhor estratégia para vencer. Jogue ao lado da Weebet, a plataforma perfeita para a sua operação.