KYC: o próximo passo da sua casa de apostas
O KYC, sigla para “Know Your Customer” (Conheça o seu cliente), é um processo que os operadores de iGaming devem implementar para checar informações iniciais e, assim, conhecer o perfil do cliente.
A iniciativa pode ser vista como um dos processos que faz parte da política de compliance da empresa e tem como objetivo garantir a segurança da operação.
Implementar ferramentas para garantir que o KYC seja atuante nas casas de apostas é um aspecto crucial cobrado por regulamentações em diversos países.
É importante evidenciar que tais ferramentas são projetadas justamente para prevenir fraudes, lavagem de dinheiro e acesso às bets por menores de idade.
Quer entender como o KYC é aplicável à sua operação? O Weebet irá indicar os pontos-chave sobre o KYC no setor de iGaming.
Legislação brasileira e o KYC
A legislação brasileira tem dado largos passos em busca de alinhar as políticas de operações às necessidades da indústria de apostas brasileira, por meio do que é indicado na Lei nº 14.790, a Lei das Apostas.
O KYC torna-se relevante nesse contexto para a segurança dos empreendedores da área e acaba por se entrelaçar à Lei 9.613, que refere-se às fraudes financeiras que podem ser cometidas. Entre elas, temos a lavagem de dinheiro e fraudes envolvendo falsidade ideológica.
Quando falamos da Lei das Apostas, o artigo 23 evidencia a obrigatoriedade da adoção de procedimentos de identificação que comprovem a identidade do apostador. A medida ainda indica a necessidade do reconhecimento facial no processo.
Outro ponto que deve ser destacado, apesar de ser senso comum para alguns, é a proibição de acesso e cadastro de menores de idades aos sites ou apps de apostas. A verificação de identidade, com a validação de CPF, por exemplo, é uma forma de comprovar a maioridade do apostador.
Para aprofundar o conhecimento: KYC no setor bancário
Um setor que está no nosso cotidiano e utiliza o KYC com o objetivo de verificar identidades e prevenir ações fraudulentas é o setor bancário.
Assim como o setor de iGaming, ele envolve assuntos sérios acompanhados de transações que têm importância tanto para o operador de apostas quanto para o apostador.
No setor bancário, podemos identificar a prática dos processos de KYC com a sequência inicial de ações que são utilizadas para que a empresa possa identificar os seus clientes a fim de iniciar uma relação duradoura.
Os riscos que os bancos sofrem são reduzidos significativamente pela implementação dos processos de KYC e assim as fraudes monetárias tornam-se exceção no setor.
Quais etapas de KYC são importantes para uma casa de apostas?
O KYC não é uma simples prática, mas uma coleta de dados que irá ampliar a segurança da sua operação.
Não há uma regra sobre a ordem de verificação de informações, no entanto há pontos que se destacam, principalmente a partir dos indicativos da legislação brasileira, e vamos apontá-los para que a sua relação com os processos de KYC se tornem mais fáceis. Confira!
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Validação de identidade
Os apostadores devem fornecer um número de CPF válido ao se cadastrar no site de apostas. A operação é responsável por validar as informações do documento, comprovando a validade e a maioridade do jogador em bancos de dados utilizados para essa categoria de validação. O processo, na maior parte do tempo, ocorre de forma automática através do software utilizado, porém é importante habilitar todas as ferramentas na sua plataforma. A essa etapa, o reconhecimento facial e a validação de documentos com fotos (como RG ou CNH) devem ser implementados ao longo de 2024 de acordo com as indicações, a serem divulgadas, do Ministério da Fazenda brasileiro.
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Verificação de idade
O jogo online é restrito a pessoas que são legalmente adultas na maior parte das legislações, incluindo a brasileira. Processos de KYC são empregados para verificar a idade do jogador a partir dos documentos de identificação fornecidos e garantir conformidade com restrições etárias.
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Origem dos fundos
Os operadores de iGaming devem estar atentos a ações suspeitas. A solicitação de informações sobre a origem dos fundos do apostador deve ser implementada nas políticas da casa de apostas para prevenir crimes como a lavagem de dinheiro.
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Monitoramento contínuo
O KYC não se encerra após a verificação de identidade e idade; o monitoramento contínuo é essencial. Mudanças no comportamento do apostador e transações volumosas, por exemplo, podem acionar verificações adicionais de KYC. Por isso, analisar as ações suspeitas deve fazer parte da rotina das casas de apostas.
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Proteção e privacidade de dados
Além de proteger a sua operação, é de responsabilidade da casa de apostas a proteção dos dados dos apostadores a partir das indicações da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Os operadores devem garantir um tratamento seguro dos dados do cliente para a garantia de proteção à privacidade de seus apostadores.
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Um site de apostas adequado à legislação brasileira de apostas constrói uma relação de confiança entre operadores e jogadores, além de proteger a casa de apostas contra fraudes.
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